Um povo sem cultura é um povo morto....Salve a cultura do Brasil.



Hoje eu passei o dia trabalhando, foi muita mas muita coisa diferente referente a marca nova, produtora, e mais aquele bando de coisa que vocês sabem que o "senhor vicio em trabalho" faz. Se eu fiquei cansado? Não. Se eu reclamei disso? Menos. Fico as vezes pensando se eu sou um dos poucos que ama trabalhar e vê coisa boa até nos perrengues, ou sou maluco?

Mas essa introdução foi só pra contar mesmo para vocês algo que na real não interessa a ninguém, o que eu quero falar hoje é sobre as recentes reações que estão ferindo a democracia brasileira e ferindo o direito de cada cidadão a arte e a cultura. Estamos sentido os efeitos dos tempos tenebrosos que anos atrás dizíamos ser somente algo futuro e que hoje se fazem presentes em forma de opressão e desinformação.

Seja acusando um artista LIVRE de pedófilo após uma apresentação em museu paulista, seja ofendendo artistas que fazem uma peça de teatro que meia dúzia de zé ruela não achem interessante. O que estamos vivendo no Brasil é a volta da tão temida censura que por décadas exterminou toda a forma livre de sorrir e aprender da população desse enorme país. Criou-se em pleno 2017 uma mania horrível da cultura do ódio a qualquer forma de arte e seus propagadores, artistas estão sendo agredidos, presos, processados, mortos, falindo... e por ai vai em um caminho de tijolos quebrados que beira um despenhadeiros tão alto e escuro que se jogarmos um pedra ela levará anos para tocar o chão e esse sinal de tempo e espaço não é nada bom.


Acusam um artista LIVRE de ser pedófilo, quando performance não tem absolutamente nada de ofensivo e muito menos de teor pedófilo, acusam curadores de exposições de "gayzificar" crianças e "taca-lhe" pau novamente com acusações de pedofilia e por ai vai. Acusações sem sentido ou fundamento, e que provam por A+B que o povo brasileiro é totalmente ignorante e precário, que o povo não se preocupa em saber de suas leis e a história delas. Triste saber que o brasileiro é tão ignorante que põe vendas nos olhos e atira no coração da coisa que ele mais precisaria pra se tronar um ser humano de bem e educado, que é toda a forma de cultura e arte.

Tenho pra mim que a tal "família tradicional brasileira" acha que a verdadeira educação é ser um homem, hétero, branco, rico, que sabe estuprar, roubar, matar e por ai vai, sem ser visto ou descoberto. Esses bom mocismo acusa artista dos mais variados crimes, mas a realidade é que todo esse crime apontado é praticamente 100% cometido dentro das casas desses supostos benfeitores. Vamos dar como exemplo a pedofilia que o povo ignorante não tira da boca, vocês sabiam que a 90% dos casos de pedofilia cometidos no Brasil são cometidos dentro de casa pelos pais, padrastos, tios, amigos da família e por ai vai...

Sabe, uma população que joga pedra nos artistas que passam a vida tentando libertar se país do extermino, é jogar pedra contra a própria cara, é apertar o gatilho de uma arma apontada para o próprio peito. A arte nos torna seres humanos, a arte nos educa, a arte nos liberta, quando uma tempestade passa e acaba com o vilarejo, a arte sempre fica viva através da mente de seus habitantes, que usa da capacidade da sua cultura local, para se reerguer e formar um novo local cheio da essência da educação e do respeito.

(FOTO: João Wainer/Divulgação/Carta Z Notícias)

Apoie nossos Chicos, nossas Bethânia, nossos Nandos Reis, apoie nossas Fernandas Montenegro, nossos Chays, nossas Barbaras Paz, apoie esses e outros milhões de artistas que passam a vida toda tentando dar voz a um povo sofrido e definhado como o nosso, o nosso povo brasileiro. Seja em uma peça gratuita, seja em uma peça cara, seja num filme do cinema ou em um livro em um sebo, consuma cultura, coma cultura, beba cultura, transe com a cultura e faça dessa transa, o melhor sexo da sua vida. Foda a cultura, goze com a cultura, case-se com ela. Procrie com a cultura, presenteie cultura, ensine cultura...

Um povo sem cultura é um povo morto....Salve a cultura do Brasil.

#CensuraNão #ForaCensura #BrasilResiste #Foda-se

Abraços, 

Victor Colares

Eu te cumprimentei hoje?



Quem diz que uma vida perfeita é aquela linda que vemos no Instagram, onde todo mundo sorri com uma taça de qualquer coisa nas mãos em um iate em Angra dos Reis, deveria ser internado pois está bem fraco da cabeça. Quem diz que na vida a gente precisa estar o tempo todo feliz realmente não sabe o que realmente é a vida. Na vida temos altos e baixos, as 24 horas do dia passam e todas as emoções possíveis são sentidas e vividas.

Curiosa ver que em uma sociedade que se diz evoluída, que se considera moderna e "prafrentex" fomos pegos em uma errata onde algo que temos de mais importante se perdeu perante toda essa suposta evolução, o nosso respeito. Digo respeito no sentido de "humanidade", hoje entramos em um elevador e as pessoas raramente se cumprimentam, entramos em uma sala e é quase impossível escutar um "oi" dos presentes naquele local.

Sei que parece que só reclamo e que fico tentando fazer reflexos pseudo-cultas, mas o que quero é fazer que com as pessoas que habitam esse mundão a fora, sejam mais presentes umas com as outras, que as pessoas voltem a se olhar com olhar de interesse e cordialidade. Onde foi parar o interesse? Onde foi parar a empatia? Quando foi que decidimos que o certo era dar lugar ao rancor e ao desprezo.


Tenho pra mim que essas fases sejam passageiras, acho que precisamos passar por todos esses estágios de vida, como se fosse uma prova de como nos desenhamos nosso caráter e abdicamos de toda uma ignorância que a sociedade teima em nos ensinar. Escrevo esse texto ao mesmo tempo que vejo o 1º capítulo da nova novela das oito "O Outro Lado do Paraíso", novela com cenas lindas, pelo menos é o que eu pude reparar logo de cara nesse "first chapter"! Já pararam pra pensar que a forma que regemos nossa vida é tão doida que parece que estamos em uma eterna novela cheia de mocinhos e vilões, risadas e aventuras?

Você deve estar meio confuso com todo o texto mas relaxa que no fim você vai lembrar dele como lembra de um episódio de desenho animado do Cartoon, e refletir, refletir pensando em como andas as suas atitudes para com as pessoas e nas atitudes das pessoas para com você. 

Andamos na rua e vemos pessoas sempre desconfiadas ate mesmo com a própria sombra, vemos na televisão casos sérios de descaso e de como o ser humano pode ser falho e perigoso, perigoso quanto aos seus sentimentos, quanto a empatia. Precisamos abrir os olhos e ver como o mundo é um lugar de seres, e como em todo lugar, um cumprimento cordial faz com que toda a energia do mundo se renove e se propague, é como um ciclo de coisas boas e cumprimentos que renova toda uma cadeia de bondade e otimismo.


Quando vemos pessoas achando que a vida é repleta de perfeição, tipo aquelas que acham que a vida se passa apenas no Instagram, sentimos que muita coisa precisa ser mudada e agregada. Pegando no pé dessa galera meio sem noção, lembro que muitas vezes (sempre é) essa super-exposição da vida, que glamoriza o "ter", faz com que nos tornemos seres humanos medíocres e de mente pequena. Faz com que olhemos apenas para o nosso próprio umbigo e nos trave como pessoas comuns que somos nesse mundão doido de mais de 7 bilhões de pessoas, livres, de pessoas livres.

Posso pedir uma coisa? 

Dane-se, vou pedir mesmo sem a sua permissão, quando for dormir hoje, faça uma análise do seu dia e se pergunte: "Eu cumprimentei alguém hoje?"

Abraços,

Victor Colares

Motivos de largar as semanas de moda!



Eu tinha prometido falar semana passada sobre o motivo de me afastar de desfiles de moda e afins. Bem logo na semana que postaria meu novo texto lembrei que no dia anterior teve inicio a temporada da São Paulo Fashion Week e acho que não teria coisa melhor que esperar passarem os desfiles para postar sobre o meu motivo. 

Pois bem, quem me conhece e acompanha o GD sabe que eu amo moda e sempre acompanhei os desfiles do RJ (extinto Fashion Rio) e a SPFW, fazia matérias e postava vídeos com os desfile, só que o tempo foi passando e fui vendo que nada daquilo estava tendo efeito e decidi que era hora de ter mais empatia para com os profissionais da área e me retirar e não fazer mais parte de um absurdo jogo de imprensa que desde lá trás já vinha literalmente cagando para o trabalho desses grandes e talentosos nomes do mercado da moda.

Lembro de estar em um desfile (não vou falar o nome da marca), e sair de lá falando para uma amiga que esse seria o meu ultimo desfile, que me recusava a ser um dos poucos que iam aos desfiles para valorizar as marcas. Vivemos em u.a era onde os 6 meses de trabalho de toda uma equipe de profissionais é tratada como lixo pela imprensa despreparada que hoje destrói a moda em todo o mundo, mas falemos do Brasil apenas. Cheguei a um ponto que eu saia da sala sem um pingo de saco para aquilo, via as e os modelos desfilando, as equipes nervosas e tudo sendo tratado feito nada por uma imprensa que hoje em dia vai aos desfiles apenas para fotografar blogueiras sem instrução e ex-bbb's falidos que mal sabem se vestir e usam legging pra reunião de trabalho dentro de um importante lugar.


Roupas belíssimas sendo esquecidas no desfile enquanto meninas vestidas iguais como se usassem uniformes era destaques nas lentes dos fotógrafos e olhos dos jornalistas, isso durante o desfile, modelos passando na sua frente mas a atenção pra cadeira do lado, "Qual sua visão para esse desfile da A...?". Juro para vocês que a resposta que escutei a blogueira dar foi "A..., é verdade esse desfile é da A...!" e em meio a cara de cu da jornalista voltei a prestar atenção na passarela por que aquele absurdo tinha sido o auge de um dia cansativo de trabalho.

Uma semana de moda tem como problema não só essas supostas "digital influencers" ou "figuras públicas" de Instagram. Nos corredores vemos um show de horrores onde o "Street Style" nos faz querer vomitar vendo pessoas totalemente mal vestidas, sem um pingo de estilo próprio, dando o ar da sua graça. Saudades da época onde cada pessoa que passava pelos corredores tinham uma característica diferente, uma visão unica da moda e sua atitude se completava com o meio e nao falo de padrão, mas sim de moda e atitude. Em um mesmo local vc via o Punk, o do Reagge, a rockeira, a indie, o colorido, o coxinha, a hippie e por ai vai. Hoje parece que o local dos desfiles é um evento patrocinado pela Farm ou addidas, basicamente todos com a mesma roupa, o mesmo piercing no nariz, cabelo colorido de crepom e aqueles tenis de academia péssimos que deveriam ficar so na academia.Sem falar nos braços cheios de sacolas de brindes das marcas, sabia que tem gente que vai pra esses eventos so pra ganhar brinde!

Sinto falta de quando víamos a fila A de um desfile ser composta de pessoas que estão ali por que querem valorizar o trabalho do artista, hoje só vemos Youtubers fazendo vlog sem nem saber quem está desfilando. Sinto falta da galera nos corredores vestido vida, vestindo atitude, queria essa era "Mareu" de volta.


Sabe, as vezes me pergunto qual é exatamente o rumo que a moda brasileira está tomando e o quanto ela está sendo prejudicada com isso. Queria saber se existe algum remédio para o que vem acontecendo com esse mundo tão incrível e mágico, lembro de uma vez ver o desfile do Lino Vilaventura e sair de lá maravilhado com aquele teatro em forma de desfile. Conheci Susana Barbosa, Maria Prata e Constanca Pasquolato numa edição do Fashion Rio e é claro que fui tietar por que não ia me controlar mesmo, nomes fortes e de referencia que jamais terão substitutos futuros de peso e importância. As vezes me pergunto se o jornalismo de moda um dia pode acabar, pelo menos da forma direta que conhecemos.

Se eu pudesse pedir algo para os grandes da moda seria para que eles nos salvassem antes que seja tarde, antes que caiamos em um limbo, em um poço muito fundo na qual a escada de subida seja menor que o topo desse buraco muito escuro.

Por isso amigos, antes de achar que a modernidade e os supostos "novos cargos" da área são de alguma forma benéficos, saibam que grande parte são vagas ocupadas por pessoas que denigrem o meio. Claro que existem pessoas maravilhosas e que fazem um trabalho maravilhoso, mas são uma pequena porcentagem dentre uma grande maioria que nos faz retroceder.

Sejam atuais e originais, obrigado pelo desabafo,

Victor Colares

Não diga ao seu filho que homem não chora!



Vivo em um país onde as liberdades são dizimadas como uma trilha de formigas sendo atacadas por um jato de inseticida, vivo em um mundo onde o "eu sou assim" é 100% substituído pelo "eu sou o que os outros acham certo" e por ai vai. Entre sorrisos sinceros e olhares desesperados, me vejo tendo a obrigação de tentar fazer com que as pessoas mudem a forma de pensar para que o errado deixe de ser essa cadeia fétida de humilhação.

Desde que nascemos, nós homens somos obrigados a travar nossos sentimentos, esconder nossos desejos e podar nossas vontades. Somos obrigados a viver em uma possa de mentira para poder satisfazer os egos e caprichos de outros homens que acham que a vida é certa da forma que eles acham, e como eles sentem que deve ser. Crescemos escutando que "isso é coisa de menina", "para com isso, homem não chora", "filho meu joga bola, não fica vendo novela" e vamos todos seguindo esse baile regado a machismo e opressão, como se o falo, fosse a única coisa importante e que desse o tom que a banda deve tocar.



O mundo em que vivemos é totalmente degenerativo, nascemos e desde o primeiro segundo de vida já somos obrigados a usar roupas azuis para meninos e rosa para meninas por que a masculinidade do homem heterossexual é tão frágil, que não o permite ver que rosa e azul são apenas cores, assim como verde é só verde e branco é só branco, e a mãe de certa forma não pode nem ser contestada por que o machismo da situação está tão impregnado, que ela própria já trata essa escolha de cores como algo normal. "Meu filho de moletom rosa? Jamais, meu filho é macho".

Certa vez estava no metrô indo pro Leblon, bairro aqui do Rio de Janeiro, e vi uma das cenas mais escrotas e lindas da minha vida. Uma pai com seu filho voltando da escola, a criança deveria ter mais ou menos uns 9 anos de idade e em suas costas uma mochila rosa da TinkerBell, as maioria das pessoas olhava e achava aquela criança linda e fofa, outros faziam piadas e falavam coisas como "baitola desde pequeno, deve ter aprendido com o pai", teve um outro idiota que falou "esse ai vai brincar com o bumbum no futuro" (buda sabe o quanto eu odeio ler ou escutar essa frase saindo da boca de alguém, poucas coisas me tiram do sério como isso). E em meio a fúria de querer socar a cara do cara e ver se o pai e a criança escutaram, eis que uma senhora indignada com os insultos vira para a criança e pergunta "Muito linda a sua mochila, quem é essa moça na foto?", o pai todo feliz olha pro filho e diz que ele pode responder. Eis que a criança fala "essa fada é a minha amiga do colégio", a senhora pergunta se ele gostava muito dessa amiga e o menino disse que sim e que por isso comprou a mochila. Óbvio que os marmanjos babacas logo colocaram o rabo entre as pernas e voltaram a sua insignificância.

Naquele dia eu vi que um fio de esperança ainda existe dentro dessa sociedade doente e nojenta, ali vimos a atitude de um pai que esta criando seu filho para ser um ser humano correto. Hoje em dia ainda é grande o numero de pais e mães que acham que ser homem é ser rude, machista, grosseiro e sem nenhum tipo de sentimentos, como se ser homem fosse olhar para o umbigo e pensar que quem manda no mundo é apenas o seu próprio pau.


De tempos em tempos esses assuntos voltam a tona e muitos acham que ele destrói "a forma correta do ser humano viver" o que é uma babaquice, por que não existe forma mais correta de um ser humano viver que viver livre. Ser oprimido e podado nunca será melhor do que viver da forma com que você se sente melhor e mais liberto, a vida é muito melhor quando podemos fazer e falar o que e como queremos, eu acredito nisso por que é o mais indicado para que possamos nos tornar uma sociedade melhor.

Precisamos parar de falar o que é de menina e o que é de menino, precisamos parar de achar que um abraço e um beijo é pior que um tapa na cara ou um soco no estomago. Ser homem não é cuspir no chão, coçar o saco e catar mulher na boate, ser homem é ter dignidade e ética, é saber dos seus deveres e de suas responsabilidades, é dar a mão ao seu amigo e falar que vai ficar tudo bem, é ser amigo da sua esposa, é olhar pra vida sem distinção de gênero como se um fosse melhor que o outro, ser homem é saber respeitar o próximo e amá-lo como igual. 


Na próxima vez que você achar que "homem não chora", que "isso é coisa de mulher" ou que "homem de verdade peida e foda-se" lembre-se, o seu umbigo não é melhor que o umbigo do colega, seu umbigo não é a verdade do mundo e que você é um completo idiota. 

P.s: seu umbigo pode estar sujo nesse momento, não seja babaca. 

Abraços,

Victor Colares

Sobre não amar o lugar que eu nasci!



As vezes sentimos coisas que não sabemos explicar, ai passa o tempo e você entende que de alguma forma precisa mudar, seja na sua profissão, seja em um relacionamento, seja com sua família. No meu caso eu acabei percebendo que onde eu vivo é o que me faz sentir um pouco de desconforto e pensar em mudança a todo o momento.

Sou carioca, nascido no bairro da Tijuca, um dos mas antigos de bairro e em minha humilde opinião, o melhor pra se morar em todo o Rio de Janeiro. Eu tinha tudo para ser aquele tipico carioca que ama praia, toma mate do ambulante, que vai ver o pôr-do-sol a beira da praia e bate palma para a grande despedida desse estrela tão bonita. Sei que ate uns 19 anos eu até curtia isso tudo, ou pelo menos acho que me enganava tentando me inserir de alguma forma nessa cidade de "Koé" e "Biscoito". Acho que todos passam por isso em algum momento de sua vida, pra mim foi um sinal de que a mudança se faz significativa.

Sou um cara que ama prédios e estatuas horrorosas de concreto, sou amante de transito mesmo xingando-o sempre, gosto de asfalto, do cheiro da cidade grande e de todas as coisas supostamente tortas que ela tem, sou amante da noite, hora do dia que eu era mais produtivo e isso vem desde a infância. Sou do tipo que troca uma praia com sol de 43 graus, por um tempo no shopping respirando aquele ar todo condicionado com aromas dos mais diversos perfumes sendo borrifados no ar. 


Queria ser aquele carioca que sai de casa de chinelo, bermuda e camiseta e vai pra algum aglomerado de gente em alguma esquina de Santa Teresa escutar MPB e beber caipirinha... bem eu detesto caipirinha. Sou aquele cara que usa bota de couro com salto de 6 centímetros em um dia de verão, kimonos (leves é claro) em dia de calor e está literalmente cagando pra tudo e todos. Sou aquele carioca que trocar a MPB de Santa por uma festa POP ou de EDM no alto de algum edifício cinza e com cara de presídio. É amigos, acho que sou o carioca com espirito mais London Style que existe aqui, ou um dos mais. 

A realidade é que eu nunca me senti parte dessa cidade, sempre via o aeroporto como uma opção de transporte além do Metrô. Certa vez estudei opções de lugares que tivessem a minha cara, São Paulo, NY, Berlin, Londres, Madri...nada que me remetesse a praia e temperaturas na casa dos 40 graus era uma opção. 

Pode super parecer que eu odeio minha cidade ou coisa do tipo, mas a verdade é que eu amo o Rio de Janeiro, ele faz parte da minha história, mas sinto que minha temporada na Cidade Maravilhosa terminou e agora levarei minha turnê para outro estado ou país, sinto essa necessidade cada dia mais. Adoraria chamá-lo de Rio de Lembrança.


Sabe, tudo na vida tem um porque, e esse por que vem unido a uma enorme quantidade de poréns e coisas que fazem a gente entender que nem tudo acontece no momento que a gente quer. Hoje eu sei que muita coisa me prende a essa cidade e que mesmo eu não me sentindo parte dela, tenho que amá-la antes para que em um futuro próximo eu possa deixá-la livre para que eu possa amar outra cidade ou país de forma mais completa e admirável. A pessoa que disse que o tempo é o senhor da razão estava certíssimo, merece ate um beijo.

Toda mudança necessita de um planejamento e uma pitada de impulsividade para fazer as coisas acontecerem, acredito que muitos de vocês que estão hoje lendo essa minha postagem estão passando por isso em muitos níveis diferentes, na minha humilde opinião acho que para cada situação existe um porém e uma forma de mudança, e para que essa mudança aconteça precisamos estar com os dois pés no chão e com muita calma no coração para fazer tudo da melhor forma. 

Eu já estou trabalhando meu terreno, já estou estudando (novamente) as possibilidades, mas ao mesmo tempo me permitindo amar o Rio de Janeiro mesmo eu não me sentindo parte dele. Confesso que vale a pena dedicar esse amor na tentativa de me encaixar nesse Rio de Amores. Mas meu coração já é de outro lugar e já já nosso amor vão se encontrar. 

E você, sente que seu coração bate por outra cidade, por outro país? 

Abraços, 

Victor

Precisamos falar de Chester Bennington e a depressão.



"20 de julho de 2017 - 10:00 da manhã

Recebi um link de uma amiga dizendo que Chester Bennington (vocalista do Linkin Park) havia sido encontrado morto com sinais de suicídio e na hora meu coração parou, só podia ser mentira, logo ele, logo o Chester, 1 mês depois do suicídio do seu melhor amigo Chris Cornell, coincidência ou não, foi no exato dia do aniversário do seu amigo que ele decidiu tirar a própria vida. Toda vez que alguém que eu admiro morre eu sinto como se perdesse uma pessoa próxima, como se eu perdesse um pedaço de mim, ainda mais quando essa pessoa “me acompanhou” desde a minha adolescência. 

Eu sempre tive problemas com depressão, ansiedade e inúmeras vezes tive pensamentos suicidas, a morte do Chester foi muito significativa pra mim, ele era um cara que eu admirava, respeitava, as músicas dele eram e ainda são músicas de libertação, salvação, um grito, literalmente um grito de socorro que aliviavam minha alma. Sempre cantei todas as música como se aquilo fosse tirar de mim todas as minhas dúvidas, medos e frustrações. 

O artista ele canta o que ele sente, o que ele vive e o Chester nunca negou a doença dele, sempre deixando isso muito claro nas suas letras, mas ainda assim eram sempre um sopro de esperança. Mas talvez fosse mais um sopro de esperança ou alívio para ele do que para nós que estávamos ali ouvindo, talvez ele quisesse apenas salvar outras pessoas já que ele não estava conseguindo salvar a si próprio. 


Kurt Cobain, foi minha primeira referência no rock, meu primeiro contato com letras mais profundas, minha primeira referência no sentido de começar a entender um pouco o que era a depressão, de entender um pouco o que era essa tristeza que tomava conta de mim, esses caras fizeram eu me sentir menos sozinha. Claro que quando comecei a ouvir nirvana o Kurt já havia morrido, por isso a morte do Chester foi tão pesada pra mim, foi como se eu tivesse levado um soco no estômago. Eu cresci ouvindo aquelas músicas, e eu ouvia aquilo e fazia tanto sentido para mim que eu não me sentia mais tão sozinha, porque eu percebia que não só ele, mas outras pessoas também sentiam esse "treco", se identificavam e aquilo de alguma forma também era importante para elas. 

Eu venho tratando essa doença já tem algum tempo e ver que uma pessoa simplesmente não suportou me faz questionar muita coisa na vida. Se o cara era tão foda, tinha uma família linda, 6 filhos, uma esposa, uma carreira de sucesso, pessoas em volta dele, amigos... se ele não suportou como eu que não tenho nada disso vou suportar? 

Eu sempre me questionei muito sobre isso, de onde eu vou tirar forças pra continuar aqui nesse plano? Ai eu penso na minha família, penso que eles não merecem passar por isso, lembro que eu estou me tratando e que talvez eu tenho forças para lutar um pouco mais. E eu tenho. É preciso muita coragem para você desistir de lutar, para você desistir de tentar, você desistir da sua vida. Muita gente acha que suicídio é egoísmo, e não é. É que às vezes as coisas pesam de uma forma que a gente acha que ninguém mais vai poder ajudar, e isso começa a afetar nossas relações com amigos, com a família, e aquele peso que era só seu passa a ser um peso de várias outras pessoas. 

O suicídio é perigoso por que você nunca sabe quando ele vai acontecer. A gente nunca sabe o que faz aquela pessoa levantar todos os dias para ir trabalhar, pra ir viver, a gente nunca sabe, tem dias que a gente não consegue ter aquele "wakeup" da cama, aí esse peso vai ficando maior e te sufocando, até que você não aguenta mais, e resolve se libertar. 


O suicida ele dá muitos sinais, ele começa a se despedir de coisas, de pessoas, mas é sempre muito sutil, se você não estiver atento, não vai perceber. A pessoa com depressão - que é ou não um suicida em potencial - não quer muito de você, só quer atenção, carinho, uma pessoa que não julgue, que não zombe, que esteja ali do lado para dar um abraço, para oferecer um ombro, pra ficar em silêncio só ali do lado. O depressivo precisa de atenção, carinho, amigos que sejam amigos mesmo, que se preocupem de verdade, que visitem, que abracem, que chamem pra sair, que chamem pra fazer coisas diferentes e que mostrem que a vida não é só aquilo, que a vida pode ser boa, pode ser alegre, que ainda tem muito para ser vivido e ser sentido e que tem alguém ali que se importa. Ela pode estar ali por telefone, estar ali há alguns metros, alguns quilômetros, mas ela está ali e vai sempre atender quando precisar. 

Mas é preciso entender que às vezes é preciso ficar sozinho, a gente precisa recarregar nossas energias, o depressivo ele sente muito, ele sente tudo muito à flor da pele tanto o que é bom quanto o que é ruim, e às vezes a gente só precisa ficar no nosso canto, pensando e isso não é ruim. Mas quando essa ausência, esse silêncio, fica muito constante ele precisa que você perceba que ele já não pode mais ficar sozinho, porque isso já é um sinal de que talvez as coisas estejam indo para um caminho sem volta. Mas não porque ele não ame ninguém, é só porque ele ta carregando um peso muito maior do que ele consegue, e ele já carregou esse peso por tanto tempo que ele já não suporta mais. 

Então quando um amigo seu te pedir por favor vem ficar comigo, me escuta, eu preciso de você, não negue, mesmo que você não possa estar fisicamente, esteja presente de alguma forma. A gente precisa se importar mais, abraçar mais, dizer que ama... a gente precisa muito mais de empatia, a gente precisa se colocar no lugar do outro, mesmo que você nunca tenha vivido isso, que você não saiba o que é depressão, nunca tenha pensado em suicídio, tenta se colocar no lugar do outro, leia mais sobre o assunto, tenta se inteirar. Mas não julgue, não julgue nunca, não questione, não diga que vai passar porque isso tudo só piora nosso estado, só faz aumentar nosso peso, nosso desespero. 

Eu perdi mais um herói, quando o Chester morreu. Eu perdi um amigo, eu perdi uma pessoa que sabia exatamente tudo que eu sentia e meu mundo está ficando cada vez mais vazio de heróis. Já se foi Kurt Cobain, Chris Cornell, Chester, estamos perdendo todos para uma mesma doença que eu luto todos os dias para não deixar me derrubar. Eu não quero ser mais uma e eu não quero que nenhum dos meus amigos sejam. 


Nós precisamos falar sobre depressão e precisamos falar agora! É importante procurar psicólogos que vão nos orientar, psiquiatras que vão nos medicar, é importante pedir ajuda e você querer se ajudar. Não é vergonha admitir que está doente. 

Então vamos fazer um trato? Se algum amigo seu, ou qualquer um que esteja lendo esse texto, precisar conversar, precisar desabafar, precisar de alguém para dividir seu peso, esteja disponível, e se você que tá aí lendo, também quiser me ajudar a carregar o meu peso eu vou ser eternamente grata. 

Vamos fazer essa doença deixar de ser um tabu, vamos nos abraçar galera, vamos nos amar, nos respeitar, sentir um pouco a dor do outro. 

Vamos sentir. 

Abraços, 

Vanessa Viana"

*Vanessa é Consultora de Moda e Produtora e TI, mas antes de tudo isso uma das minha melhores amigas e vai estar presente muitas outras vezes nesse site.

E depois da primeira vez?



Esses dias me perguntaram por inbox no Facebook sobre a atitude dos garotos após perder a virgindade e como isso influenciava na vida deles. Bem, tema um pouco complexo demais, porém foi ótimo e me adiantou um assunto que eu já tinha muita vontade de abordar no blog novamente mas estava esperando o momento certo, e ele apareceu.

É muito difícil falar sobre as atitudes de um homem após ele ter sua primeira relação sexual, complicado no sentido de que a mentalidade dos garotos mudou muito da minha adolescência para a de agora e também por que cada um tem uma realidade e um jeito de ser. Perder a virgindade é sempre um assunto que nos atormenta na adolescência, seja por questões da idade, seja pelo machismo da sociedade que força o homem a ser sempre o machão "comedor" que domina a região ou por outro qualquer. 

Agora falando e me usando como exemplo, posso falar que para mim foi uma etapa de amadurecimento, me senti mais seguro, mais forte e mais sincero comigo mesmo. Não me senti como se tivesse "virado homem", por que para se tornar um homem não basta dar uns beijos na boca e transar 1 ou 2 vezes com alguém, se tornar um homem vai além do sexo e envolve atitudes e maturidades que a maioria dos caras não possuem na média de idade que perdemos a virgindade em geral, entre 15 e 17 anos.

Na minha época de adolescente e isso já tem pelo menos uns 12 anos, eu não sentia uma cobrança pois eu nunca deixei isso se tornar uma obrigação na minha vida, foi totalmente natural. Mas na maioria dos casos, os garotos são muito pressionados, o que faz com que eles tenham uma primeira relação não muito legal o que pode ser um pouco frustrante. Porém, quando feita de forma tranquila e quista, pode ser um grande momento de libertação e de renovação, maturidade e responsabilidade.

Quando digo que o pós-virgindade é meio complexo, falo no sentido de que cada um tem sua realidade, cada um vê o sexo de uma forma. Afinal, antes do primeiro coito da vida apenas fantasiamos suposições, e depois apenas entendemos que ingressamos em um mundo novo e profundo que precisa ser analisado com cautela. Depois da primeira vez, as fantasias que fazemos do momento se tornam realidade e é um mix de sentimentos que só vamos saber como é sentir quando acontecer.


Posso falar que a atitude de cada garoto pós perda da virgindade é de uma relatividade imensa, ele pode ser um cara responsável que vai tratar o assunto com naturalidade ou pode ser um idiota que trata o tema com desleixo e isso não é bom. Sexo é algo particular de cada um, de cada pessoa envolvida no ato, mas sempre lembrando que o sexo não é um tabu e que pode ser discutido com todos, e ter a honestidade de não ser desleixado faz com que o assunto da perda da virgindade ajude aos nossos amigos e parentes a entender melhor a sua posição.

Acredito que a postura correta de um cara pós perda da virgindade é manter a sua particularidade, por que em 99% dos casos a(o) parceira(o) está tendo a primeira relação no mesmo momento e como esse momento é muito especial para os dois, preservar sua intimidade e a do outro é mais que uma atitude correta, é ser respeitoso para com a vida da pessoa que escolheu você para dar esse grande passo na vida. 

A primeira vez, faz muita coisa mudar na cabeça de um garoto, ele passa a ter obrigações e preocupações, como o uso da camisinha que é super importante para evitar as DST's (Doenças Sexualmente Transmissíveis), gravidez precoce, higiene do corpo, entre outros. 


Gente é de total importância que desde a primeira relação sexual se use o preservativo, a camisinha deve ser algo que esteja sempre na mochila ou no bolso se preciso, e caso role um momento de intimidade e nenhuma das duas pessoas envolvidas tiver um preservativo, é hora de parar e deixar para um outro momento onde a camisinha esteja na mão e para dar segurança e proteger para que o sexo seja prazeroso e seguro. Não pode dar molo não, tem que usar camisinha.

Enfim, acho que falei pontos importantes para um primeiro momento da volta do tema sexo ao blog. Estava morrendo de saudade de falar sobre isso com vocês, espero ter ajudado de alguma forma. Lembre-se sempre, precisou de ajuda ou conselho é só chamar nas redes sociais que a gente troca uma ideia sobre o tema.

Abracos,

Victor Colares
Tecnologia do Blogger.