Sobre não amar o lugar que eu nasci!



As vezes sentimos coisas que não sabemos explicar, ai passa o tempo e você entende que de alguma forma precisa mudar, seja na sua profissão, seja em um relacionamento, seja com sua família. No meu caso eu acabei percebendo que onde eu vivo é o que me faz sentir um pouco de desconforto e pensar em mudança a todo o momento.

Sou carioca, nascido no bairro da Tijuca, um dos mas antigos de bairro e em minha humilde opinião, o melhor pra se morar em todo o Rio de Janeiro. Eu tinha tudo para ser aquele tipico carioca que ama praia, toma mate do ambulante, que vai ver o pôr-do-sol a beira da praia e bate palma para a grande despedida desse estrela tão bonita. Sei que ate uns 19 anos eu até curtia isso tudo, ou pelo menos acho que me enganava tentando me inserir de alguma forma nessa cidade de "Koé" e "Biscoito". Acho que todos passam por isso em algum momento de sua vida, pra mim foi um sinal de que a mudança se faz significativa.

Sou um cara que ama prédios e estatuas horrorosas de concreto, sou amante de transito mesmo xingando-o sempre, gosto de asfalto, do cheiro da cidade grande e de todas as coisas supostamente tortas que ela tem, sou amante da noite, hora do dia que eu era mais produtivo e isso vem desde a infância. Sou do tipo que troca uma praia com sol de 43 graus, por um tempo no shopping respirando aquele ar todo condicionado com aromas dos mais diversos perfumes sendo borrifados no ar. 


Queria ser aquele carioca que sai de casa de chinelo, bermuda e camiseta e vai pra algum aglomerado de gente em alguma esquina de Santa Teresa escutar MPB e beber caipirinha... bem eu detesto caipirinha. Sou aquele cara que usa bota de couro com salto de 6 centímetros em um dia de verão, kimonos (leves é claro) em dia de calor e está literalmente cagando pra tudo e todos. Sou aquele carioca que trocar a MPB de Santa por uma festa POP ou de EDM no alto de algum edifício cinza e com cara de presídio. É amigos, acho que sou o carioca com espirito mais London Style que existe aqui, ou um dos mais. 

A realidade é que eu nunca me senti parte dessa cidade, sempre via o aeroporto como uma opção de transporte além do Metrô. Certa vez estudei opções de lugares que tivessem a minha cara, São Paulo, NY, Berlin, Londres, Madri...nada que me remetesse a praia e temperaturas na casa dos 40 graus era uma opção. 

Pode super parecer que eu odeio minha cidade ou coisa do tipo, mas a verdade é que eu amo o Rio de Janeiro, ele faz parte da minha história, mas sinto que minha temporada na Cidade Maravilhosa terminou e agora levarei minha turnê para outro estado ou país, sinto essa necessidade cada dia mais. Adoraria chamá-lo de Rio de Lembrança.


Sabe, tudo na vida tem um porque, e esse por que vem unido a uma enorme quantidade de poréns e coisas que fazem a gente entender que nem tudo acontece no momento que a gente quer. Hoje eu sei que muita coisa me prende a essa cidade e que mesmo eu não me sentindo parte dela, tenho que amá-la antes para que em um futuro próximo eu possa deixá-la livre para que eu possa amar outra cidade ou país de forma mais completa e admirável. A pessoa que disse que o tempo é o senhor da razão estava certíssimo, merece ate um beijo.

Toda mudança necessita de um planejamento e uma pitada de impulsividade para fazer as coisas acontecerem, acredito que muitos de vocês que estão hoje lendo essa minha postagem estão passando por isso em muitos níveis diferentes, na minha humilde opinião acho que para cada situação existe um porém e uma forma de mudança, e para que essa mudança aconteça precisamos estar com os dois pés no chão e com muita calma no coração para fazer tudo da melhor forma. 

Eu já estou trabalhando meu terreno, já estou estudando (novamente) as possibilidades, mas ao mesmo tempo me permitindo amar o Rio de Janeiro mesmo eu não me sentindo parte dele. Confesso que vale a pena dedicar esse amor na tentativa de me encaixar nesse Rio de Amores. Mas meu coração já é de outro lugar e já já nosso amor vão se encontrar. 

E você, sente que seu coração bate por outra cidade, por outro país? 

Abraços, 

Victor

Precisamos falar de Chester Bennington e a depressão.



"20 de julho de 2017 - 10:00 da manhã

Recebi um link de uma amiga dizendo que Chester Bennington (vocalista do Linkin Park) havia sido encontrado morto com sinais de suicídio e na hora meu coração parou, só podia ser mentira, logo ele, logo o Chester, 1 mês depois do suicídio do seu melhor amigo Chris Cornell, coincidência ou não, foi no exato dia do aniversário do seu amigo que ele decidiu tirar a própria vida. Toda vez que alguém que eu admiro morre eu sinto como se perdesse uma pessoa próxima, como se eu perdesse um pedaço de mim, ainda mais quando essa pessoa “me acompanhou” desde a minha adolescência. 

Eu sempre tive problemas com depressão, ansiedade e inúmeras vezes tive pensamentos suicidas, a morte do Chester foi muito significativa pra mim, ele era um cara que eu admirava, respeitava, as músicas dele eram e ainda são músicas de libertação, salvação, um grito, literalmente um grito de socorro que aliviavam minha alma. Sempre cantei todas as música como se aquilo fosse tirar de mim todas as minhas dúvidas, medos e frustrações. 

O artista ele canta o que ele sente, o que ele vive e o Chester nunca negou a doença dele, sempre deixando isso muito claro nas suas letras, mas ainda assim eram sempre um sopro de esperança. Mas talvez fosse mais um sopro de esperança ou alívio para ele do que para nós que estávamos ali ouvindo, talvez ele quisesse apenas salvar outras pessoas já que ele não estava conseguindo salvar a si próprio. 


Kurt Cobain, foi minha primeira referência no rock, meu primeiro contato com letras mais profundas, minha primeira referência no sentido de começar a entender um pouco o que era a depressão, de entender um pouco o que era essa tristeza que tomava conta de mim, esses caras fizeram eu me sentir menos sozinha. Claro que quando comecei a ouvir nirvana o Kurt já havia morrido, por isso a morte do Chester foi tão pesada pra mim, foi como se eu tivesse levado um soco no estômago. Eu cresci ouvindo aquelas músicas, e eu ouvia aquilo e fazia tanto sentido para mim que eu não me sentia mais tão sozinha, porque eu percebia que não só ele, mas outras pessoas também sentiam esse "treco", se identificavam e aquilo de alguma forma também era importante para elas. 

Eu venho tratando essa doença já tem algum tempo e ver que uma pessoa simplesmente não suportou me faz questionar muita coisa na vida. Se o cara era tão foda, tinha uma família linda, 6 filhos, uma esposa, uma carreira de sucesso, pessoas em volta dele, amigos... se ele não suportou como eu que não tenho nada disso vou suportar? 

Eu sempre me questionei muito sobre isso, de onde eu vou tirar forças pra continuar aqui nesse plano? Ai eu penso na minha família, penso que eles não merecem passar por isso, lembro que eu estou me tratando e que talvez eu tenho forças para lutar um pouco mais. E eu tenho. É preciso muita coragem para você desistir de lutar, para você desistir de tentar, você desistir da sua vida. Muita gente acha que suicídio é egoísmo, e não é. É que às vezes as coisas pesam de uma forma que a gente acha que ninguém mais vai poder ajudar, e isso começa a afetar nossas relações com amigos, com a família, e aquele peso que era só seu passa a ser um peso de várias outras pessoas. 

O suicídio é perigoso por que você nunca sabe quando ele vai acontecer. A gente nunca sabe o que faz aquela pessoa levantar todos os dias para ir trabalhar, pra ir viver, a gente nunca sabe, tem dias que a gente não consegue ter aquele "wakeup" da cama, aí esse peso vai ficando maior e te sufocando, até que você não aguenta mais, e resolve se libertar. 


O suicida ele dá muitos sinais, ele começa a se despedir de coisas, de pessoas, mas é sempre muito sutil, se você não estiver atento, não vai perceber. A pessoa com depressão - que é ou não um suicida em potencial - não quer muito de você, só quer atenção, carinho, uma pessoa que não julgue, que não zombe, que esteja ali do lado para dar um abraço, para oferecer um ombro, pra ficar em silêncio só ali do lado. O depressivo precisa de atenção, carinho, amigos que sejam amigos mesmo, que se preocupem de verdade, que visitem, que abracem, que chamem pra sair, que chamem pra fazer coisas diferentes e que mostrem que a vida não é só aquilo, que a vida pode ser boa, pode ser alegre, que ainda tem muito para ser vivido e ser sentido e que tem alguém ali que se importa. Ela pode estar ali por telefone, estar ali há alguns metros, alguns quilômetros, mas ela está ali e vai sempre atender quando precisar. 

Mas é preciso entender que às vezes é preciso ficar sozinho, a gente precisa recarregar nossas energias, o depressivo ele sente muito, ele sente tudo muito à flor da pele tanto o que é bom quanto o que é ruim, e às vezes a gente só precisa ficar no nosso canto, pensando e isso não é ruim. Mas quando essa ausência, esse silêncio, fica muito constante ele precisa que você perceba que ele já não pode mais ficar sozinho, porque isso já é um sinal de que talvez as coisas estejam indo para um caminho sem volta. Mas não porque ele não ame ninguém, é só porque ele ta carregando um peso muito maior do que ele consegue, e ele já carregou esse peso por tanto tempo que ele já não suporta mais. 

Então quando um amigo seu te pedir por favor vem ficar comigo, me escuta, eu preciso de você, não negue, mesmo que você não possa estar fisicamente, esteja presente de alguma forma. A gente precisa se importar mais, abraçar mais, dizer que ama... a gente precisa muito mais de empatia, a gente precisa se colocar no lugar do outro, mesmo que você nunca tenha vivido isso, que você não saiba o que é depressão, nunca tenha pensado em suicídio, tenta se colocar no lugar do outro, leia mais sobre o assunto, tenta se inteirar. Mas não julgue, não julgue nunca, não questione, não diga que vai passar porque isso tudo só piora nosso estado, só faz aumentar nosso peso, nosso desespero. 

Eu perdi mais um herói, quando o Chester morreu. Eu perdi um amigo, eu perdi uma pessoa que sabia exatamente tudo que eu sentia e meu mundo está ficando cada vez mais vazio de heróis. Já se foi Kurt Cobain, Chris Cornell, Chester, estamos perdendo todos para uma mesma doença que eu luto todos os dias para não deixar me derrubar. Eu não quero ser mais uma e eu não quero que nenhum dos meus amigos sejam. 


Nós precisamos falar sobre depressão e precisamos falar agora! É importante procurar psicólogos que vão nos orientar, psiquiatras que vão nos medicar, é importante pedir ajuda e você querer se ajudar. Não é vergonha admitir que está doente. 

Então vamos fazer um trato? Se algum amigo seu, ou qualquer um que esteja lendo esse texto, precisar conversar, precisar desabafar, precisar de alguém para dividir seu peso, esteja disponível, e se você que tá aí lendo, também quiser me ajudar a carregar o meu peso eu vou ser eternamente grata. 

Vamos fazer essa doença deixar de ser um tabu, vamos nos abraçar galera, vamos nos amar, nos respeitar, sentir um pouco a dor do outro. 

Vamos sentir. 

Abraços, 

Vanessa Viana"

*Vanessa é Consultora de Moda e Produtora e TI, mas antes de tudo isso uma das minha melhores amigas e vai estar presente muitas outras vezes nesse site.

E depois da primeira vez?



Esses dias me perguntaram por inbox no Facebook sobre a atitude dos garotos após perder a virgindade e como isso influenciava na vida deles. Bem, tema um pouco complexo demais, porém foi ótimo e me adiantou um assunto que eu já tinha muita vontade de abordar no blog novamente mas estava esperando o momento certo, e ele apareceu.

É muito difícil falar sobre as atitudes de um homem após ele ter sua primeira relação sexual, complicado no sentido de que a mentalidade dos garotos mudou muito da minha adolescência para a de agora e também por que cada um tem uma realidade e um jeito de ser. Perder a virgindade é sempre um assunto que nos atormenta na adolescência, seja por questões da idade, seja pelo machismo da sociedade que força o homem a ser sempre o machão "comedor" que domina a região ou por outro qualquer. 

Agora falando e me usando como exemplo, posso falar que para mim foi uma etapa de amadurecimento, me senti mais seguro, mais forte e mais sincero comigo mesmo. Não me senti como se tivesse "virado homem", por que para se tornar um homem não basta dar uns beijos na boca e transar 1 ou 2 vezes com alguém, se tornar um homem vai além do sexo e envolve atitudes e maturidades que a maioria dos caras não possuem na média de idade que perdemos a virgindade em geral, entre 15 e 17 anos.

Na minha época de adolescente e isso já tem pelo menos uns 12 anos, eu não sentia uma cobrança pois eu nunca deixei isso se tornar uma obrigação na minha vida, foi totalmente natural. Mas na maioria dos casos, os garotos são muito pressionados, o que faz com que eles tenham uma primeira relação não muito legal o que pode ser um pouco frustrante. Porém, quando feita de forma tranquila e quista, pode ser um grande momento de libertação e de renovação, maturidade e responsabilidade.

Quando digo que o pós-virgindade é meio complexo, falo no sentido de que cada um tem sua realidade, cada um vê o sexo de uma forma. Afinal, antes do primeiro coito da vida apenas fantasiamos suposições, e depois apenas entendemos que ingressamos em um mundo novo e profundo que precisa ser analisado com cautela. Depois da primeira vez, as fantasias que fazemos do momento se tornam realidade e é um mix de sentimentos que só vamos saber como é sentir quando acontecer.


Posso falar que a atitude de cada garoto pós perda da virgindade é de uma relatividade imensa, ele pode ser um cara responsável que vai tratar o assunto com naturalidade ou pode ser um idiota que trata o tema com desleixo e isso não é bom. Sexo é algo particular de cada um, de cada pessoa envolvida no ato, mas sempre lembrando que o sexo não é um tabu e que pode ser discutido com todos, e ter a honestidade de não ser desleixado faz com que o assunto da perda da virgindade ajude aos nossos amigos e parentes a entender melhor a sua posição.

Acredito que a postura correta de um cara pós perda da virgindade é manter a sua particularidade, por que em 99% dos casos a(o) parceira(o) está tendo a primeira relação no mesmo momento e como esse momento é muito especial para os dois, preservar sua intimidade e a do outro é mais que uma atitude correta, é ser respeitoso para com a vida da pessoa que escolheu você para dar esse grande passo na vida. 

A primeira vez, faz muita coisa mudar na cabeça de um garoto, ele passa a ter obrigações e preocupações, como o uso da camisinha que é super importante para evitar as DST's (Doenças Sexualmente Transmissíveis), gravidez precoce, higiene do corpo, entre outros. 


Gente é de total importância que desde a primeira relação sexual se use o preservativo, a camisinha deve ser algo que esteja sempre na mochila ou no bolso se preciso, e caso role um momento de intimidade e nenhuma das duas pessoas envolvidas tiver um preservativo, é hora de parar e deixar para um outro momento onde a camisinha esteja na mão e para dar segurança e proteger para que o sexo seja prazeroso e seguro. Não pode dar molo não, tem que usar camisinha.

Enfim, acho que falei pontos importantes para um primeiro momento da volta do tema sexo ao blog. Estava morrendo de saudade de falar sobre isso com vocês, espero ter ajudado de alguma forma. Lembre-se sempre, precisou de ajuda ou conselho é só chamar nas redes sociais que a gente troca uma ideia sobre o tema.

Abracos,

Victor Colares

A identidade da moda



Como era lindo viver em meio a moda nas décadas anteriores a nossa, como era lindo ver o auge das grandes maisons e o boom das grandes Top's que encantavam a cada ano que passava, quebrando barreiras sem medo de represálias ou boicotes. O mundo vivia tempos áureos, onde a moda era sinônimo de inovação e revolução misturado ao clássico e a liberdade, sem sombra de dúvidas eram tempos de vitórias e de elegância. 

Hoje, em pleno 2017, com toda a globalização e facilidades que o mundo criou na área fashion, vemos a democracia da moda crescer e isso é algo maravilhoso para a sociedade e para que barreiras sejam quebradas e pessoas sejam disponíveis para todos os tipos de mercado. Mas em contrapartida, sinto que algo se perdeu em meio a toda essa conquista fashion, vejo um mundo que está perdendo sua elegância e seu charme. 

Sinto um mix de abandono com a sede de mudar algo a todo custo onde vemos menos identidade e mais uniforme. Posso estar sendo um pouco equivocado talvez, digo até um pouco indelicado, mas dentro de mim existe uma falta de abria os jornais e revistas e ver aquela gente toda na rua com seus look diferentes se afirmando como individuo e mostrando que sua roupa é um reflexo de sua identidade própria, e que podem sim mudar o mundo ao seu redor de tal forma, que essa conquista seja adquirida através de uma individualidade da qual todos nós temos direito. 


Antigamente por exemplo, você andava pelas ruas da boa e velha New York e via na mesma calçada meninas estilo teenager, caras do punk rock com seus moicanos gigantescos e das mais diversas cores, tinha o casal do country, a menina gótica e o mauricinho de pulôver. Era uma mistura de estilos que a muito tempo não temos o prazer de admirar, era uma época onde cada pessoa possuía a sua elegância particular em cada um de seus estilos. 

Acredito que isso seja culpa em grande parte do boom das Fast Fashions e grandes magazines, que transformam as pessoas em massa de manobra pra ganhar mais e mais dinheiro deixando de lado o principal, vender moda. Escutar hoje a frase "está na moda" é o mesmo que escutar "comprou seu uniforme do colégio?". Sinto falta de ver a moda nas ruas como algo revolucionário, de auto afirmação saudável, de ícones, Bowies e Madonnas. Acho que David teve muita sorte ao nascer no século passado e poder nos presentear com sua moda camaleônica e de personalidade. 


Em terra de loucura por likes, de desespero pra comprar peças de roupa sem qualidade apenas pelo nome da marca, em épocas onde o "eu" fala mais do que o nós, acho que precisamos de uma intervenção urgente de algo que revolucione todo o mundo da moda. Sei que nunca mais teremos Bowies, Cher's, Gagas ou Lagerfelds, mas de uma coisa eu tenho certeza, vamos viver em muito pouco tempo uma nova revolução fashionista, onde o mercado será salvo de forma tão extraordinária, que o que se vê hoje cairá por terra. Vamos ser salvos de uma forma tão revolucionaria, que a moda mundana voltará a ser elegante e identificativa, acredito que a moda volta sim a ter seu glamour que tanto vem sendo deixado de lado por grandes nomes do meio, que na verdade nao passam de bundas sujas marketeiros na busca da grana de bobos manobrados loucos por atenção. 

Em pouco tempo poderemos ver novamente punks, clubers, cowboys, hip hopers, e toda a galera que tem uma identidade sua aflorada, de volta as ruas mostrando para o mundo que é possível sim evoluir e revolucionar, de forma limpa, clara e elegante. Relaxa amigos, a moda vai voltar a ser elegante e charmosa. 

Abraços, 

Victor Colares

Sem expectativas, não sou perfeito



Escrevo essa carta pra te pedir calma, apenas calma. Na certa achou que eu pediria desculpas, que imploraria perdão por uma culpa que graças ao universo não tenho, que eu choraria por um remorso que não combina com meu atual momento, gritaria angústias baseadas em erros vazios e que no mundo real, não tem nada de negativo. Desde o começo eu via a vida a dois com liberdade, com apreço e com muita sensibilidade, mas acho que não foi esse o seu caso, né. O que aconteceu? 

Fiquei a noite toda tentando entender o que rolou na sua cabeça para que tivesse tal reação, tal pensamento, o que motivou sua explosão de forma fria e te afastasse de mim. Mil e uma nóias passaram pela minha cabeça, e sim eu me culpei em alguns pontos, mas cheguei em um cruzamento de questões que trouxeram a paz interior ao meu corpo, ao meu espirito. Não é culpa minha se a sua forma de amar faz você ficar cego em meio a um enorme tiroteio de emoções. 

Queria te dizer que não é culpa minha não ser perfeito, não vou pedir desculpas por ser um ser humano que vive a vida de forma feliz e que mesmo em meio a essa felicidade, erra. EU ERRO, NÃO SOU PERFEITO, SOU UM BOBOCA, EU COMETO GAFES, PRONTO FALEI. E agora ficou mais relaxado? Bem eu acho que não, acho que quando nos conhecemos, você criu uma bolha em volta de mim, onde absolutamente tudo que tivesse relação comigo era de uma perfeição sem igual, como se eu fosse um príncipe vindo em um cavalo branco salvar a pessoa amada.


Não sou príncipe, não tenho cavalo branco, nem mesmo carro eu tenho. Não sou aquele cara que acorda de bom humor e posta nas redes sociais uma foto de bom dia com uma mesa de café da manhã linda by novela do Maneco. Não sou aquele que carrega você no colo como se seus pés fossem tão puros que tocá-los no chão te contaminaria com os erros mundanos. Acorda, a vida é muito mais que isso, é muito mais que uma suposta perfeição que você idealiza.

Sabe, quando for me ligar, e se for me ligar, quero que entenda que no momento da conversa, quem estará do outro lado da linha será um ser humano que erra, que comete gafes, que fala palavrão, que solta pum, que arrota, que come no subway e se suja todo, que toma coca-cola e come fandangos deitado no sofá com a barriga estufada. Quando me ligar, entenda que eu vou atravessar a rua no lugar errado, que eu vou gastar meu pacote de dados do celular mais rápido que você, vou pintar o cabelo de azul e logo depois de laranja, vou esquecer de avisar que meus amigos vão pra casa ver filme, vou esquecer que marcamos um jantar, vou contar uma ou outra mentira pra você pra não te falar que sai de casa atrasado para algum compromisso. 

Entenda que eu amo você, mas eu não sou perfeito, vou engordar e emagrecer, minhas estrias vão dizer oi vez ou outra, vou usar uma roupa suja por preguiça de lavar, vou jogar fora comida depois de pegar muito no "kilão" achando que daria pra comer tudo. Entenda que eu não vou saber te dar conselhos em alguns momentos, as vezes fico calado por que te dar meu abraço e meu ombro amigo é o máximo que eu posso naquele momento, queria poder ser um sábio que tem conselhos ótimos para tudo mas eu não sou.

Perceba que a vida é mais completa na imperfeição, ela fica mais linda quando somos apenas seres humanos livre que vivem seus altos e baixos. Talvez você ache que eu sou perfeito como forma de completar seu mundo, como seu eu fosse um tipo de professor, onde minha orientação fará você caminhar na vida de forma certa. Ok amigo, vamos com calma por que não posso te dizer onde fica o caminho de tijolos amarelos que te levará pra um nirvana por que na real nem eu mesmo sei onde fica essa estrada tão incrível.

Só queria te dizer que eu não posso ser a pessoa que você acha que eu sou, por que eu sou só um ser humano fudido que não sabe nada e que sempre vai estar dando com a cara e cometendo erros. Não crie espectativas baseado em achismo, olhe para mim como eu olho pra você, não se levar tanto a sério faz com que cresçamos nesse mundão doido que vivemos. Não posso fazer sua vida 100% perfeita por que nem eu sou, sou um cara ferrado que tenta achar a paz interior e que me faça transcender como ser humano. 

Enfim, espero que você entenda.

E...quer não ser perfeito comigo?

Os curtas do cinema nacional, meu novo vício.



Eu tenho me surpreendido com a minha atitude para com o cinema nacional, quem me conhece sabe o quanto eu sou um fã das películas brazucas dos mais diversos estilos, but, esses últimos dias eu tenho tido uma relação mais próxima e cordial digamos assim. Fui pego de jeito pelos curta-metragens e agora confesso estar 100% viciado, nível virar noites em claro assistindo e ir trabalhar já contando as horas pra chegar em casa e ver mais um novo curta. Cidadania, raças, suspense, romance, drama, LGBT...e por aí vai, vou pesquisando em todos os temas possíveis e cada clique acho um novo que me prende e faz com que eu sinta mais e mais orgulho de nossos talentosos artistas.

Curtas de 5 minutos ou curtas de 45 minutos, curtas independentes ou de grandes produtoras, esse vasto mundo do cinema trás consigo críticas a sociedade e ao mundo de uma forma mais enfática, mas ao mesmo tempo leve e agradável. Me parece que em curtas temos uma maior liberdade na hora de falar sobre temas que na maioria das vezes são blindados nos longas metragens, sinto como se um curta fosse a forma mais forte e fácil de termos voz em uma sociedade tão opressora. 

Recentemente tenho visto curtas com tema LGBT, e não pense que é aquela coisa documentária e cheia de pesquisas, conheci trabalhos onde o tema é aplicado com 100% de normalidade nos filmes, como por exemplo, em uma série de curtas baseados nos livros de William Shakespeare. Outro que vi recentemente falava sobre a violência doméstica, um crime que já é uma doença crônica no nosso país e que precisa ser debatido. 


Particularmente não sou fã dos curtas de comédia, acho que é porque nosso país já tem fama (entre os próprios brasileiros) de "só fazer comédia". Deixo isso pros blockbusters, na hora de ver um curta, procuro conhecer projetos que em sua maioria possuem textos que jamais chegariam ao circuito normal. Acho que vale a pena mesmo entrar no YouTube e começar a caçar sobre essa parte tão linda do cinema. Vai lá, jogue um tema no campo de busca e verá que temos filme curtos cheio de emoção e louros. 

Curtas premiados no Festival de Cannes, Festival de Gramado, vencedores do Leão de Ouro e por ai vai. Nossos diretores e atores merecem nosso apoio e nossos sorrisos, procure sobre eles, vá ao cinema, valorize nossos talentos. Assim o nosso país poderá vencer sempre com uma sociedade que sabe dar valor aos seus filhos.

Abraços, 

Victor!

As 5 melhores Bomber Jackets disponíveis no Brasil.


Em meio a rolês pela rua e voltas nos corredores dos grandes shoppings aqui do Rio de Janeiro, é visível que a queridinha da vez é a famigerada Bomber Jacket que pode ser encontrada nas mais diversas core, formas, estampas e tecidos. Aquela pegada college americana dos anos 70/80/90 que ficou de vez na cabeça dos fashionistas, ao meu ver, continuará em alta por pelos menos mais 18 meses.

Eu poderia ficar horas aqui falando sobre as diversas formas de usar uma bomber, mas ao invés disso, vamos indicar pra vocês onde encontras as melhores BJ's, onde a qualidade e preço justos são os principais materiais que compõem a peça. Não existe mais essa de comprar por que é moda e achar que só por que a marca famosa "x" vende vale super a pena. 2017 tornou-se um ano de consciência, onde o "custo X benefício" traz toda uma maturidade para o consumidor, refletindo em uma grande mudança de pensamento dentro das marcas.

As 5 melhores Bomber Jacket no Brasil:

ADIDDAS


- Bolsos laterais
- Fecho de zíper e gola canelada
- Punhos e barra canelados
- Detalhes com vivo
- Logo Trefoil bordado à esquerda do peito
- Caimento justo

A jaqueta faz parte do programa sustentável da adidas onde os produtos são confeccionados de maneira mais ecológica para tornar o mundo um lugar melhor. Cada fibra conta com algodão orgânico que economiza água e energia, além de reduzir a utilização de produtos químicos. O valor da jaqueta é de R$ 179.


RIACHUELO


A Jaqueta Bomber Geométrica é confeccionada em algodão. Inspiradas nos casacos de pilotos de avião da Primeira Guerra Mundial, as jaquetas bomber entraram com tudo nos guarda-roupas tanto femininos quanto masculinos.Possui mangas longas, fechamento por zíper no entremeio e motivo geométrico compondo a peça. Ideal para um visual moderno e urbano, combine com camiseta lisa e sarja. A jaqueta pode ser encontrada em todas as lojas por R$ 119.90.

C&A


Jaqueta desenvolvida em tecido plano de toque seco. O destaque deste modelo são os bordados com estilo oriental. A parte frontal tem dois bolsos decorativos. O fechamento é feito por zíper. Possui forro em tecido plano, composição: 100% Poliéster. Essa jaqueta era a peça que faltava no seu look e pode ser encontrada nas lojas por R$ 239,99.

RESERVA


Jaqueta bomber em tecido 100% ALGODÃO algodão com beneficiamento de poliuretano, o que dá um aspecto emborrachado ao tecido. Possui ribanas nos punhos, gola e na barra para proteger a entrada do frio. Pode ser encontrada das lojas da Reserva e seu valor é de R$ 699.

ELLUS


Jaqueta estilo bomber dupla face com costura em matelassê, gola, punho e barra em malha canelada. Possui fechamento frontal através de botão de pressão. Esta é uma peça extremamente versátil, já que pode ser usada dos dois lados. Composta por 100% poliéster com parte interna em 95% algodão e 05% elastano. Você encontra a peça nas lojas da marca e seu valor é de R$ 1.100.

Muitos podem achar um ou outro preços elevados, mas a intenção desta postagem é mostrar pra vocês que uma compra vai muito além de preço, afinal, sabemos que o barato sempre sai caro e a ilusão de que o caro vale a pena é pura burrice! Escolhi essas 5 marcas por que são referência em qualidade e preço, modernidade e estilo.

Abraços, 

Victor!!
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