Começa o São Paulo Fashion Week Outono/Inverno 2012

00:14 Victor Collares 0 Comments


Começou nesta quinta dia 19/01 mais uma edição da SPFW. Abrindo a temporada paulistana com estilo, as marcas Animale, Tuhi Duek, Cori e Osklen, mostraram suas apostas para o Outono/Inverno 2012 que vão do couro, da lã e do algodão até mesmo inspirações em Thierry Mugler, na lua e nos anos 80. Confira abaixo tudo o que rolou no 1º dia de desfiles da SPFW:

ANIMALE

Os campos de lavanda do sul da França – inspiração da Animale na última coleção de verão – saem de cena e dão lugar ao luxo aristocrático dos czares e à sofisticada atmosfera de Moscou, capital russa. Não à toa, a coleção de inverno 2012 da marca é luxuosa. O desfile começou com a britânica Rosie Huntington-Whiteley, seguida por tops brazucas como Ana Beatriz Barros, Izabel Goulart e Aline Weber. Na passarela, o veludo foi a matéria-prima central. De diferentes tipos, como cristal, devorê e molhado, o tecido deu forma a poderosas peças, de macaquinhos a terninhos que são puro glamour.

A transparência foi um dos recursos mais utilizados na nova coleção. Ela apareceu tanto em detalhes como em peças totais – inclusive em calças ajustadas. Recortes, fendas e barras assimétricas deram bossa a saias e vestidos supercharmosos, como o desfilado por Alicia Kuczman. O mídi imperou no comprimento. Outro destaque foi o forro aparente de algumas peças, com costura inacabada. Bordados e estampas que com traços gráficos mesclados a joias antigas também marcaram pontos. A cartela de cores foi democrática e passeou por tons de vermelho, verde-musgo, champanhe, pérola e ouro. Ah, não deixe de reparar nas sandálias, lindas!





TUFI DUEK

Um exército de modelos vestidas de branco dos pés à cabeça abriu o desfile da Tufi Duek. Para o inverno 2012, o estilista Eduardo Pombal usou um livro do escritor Norman Mailer, que retrata a viagem do homem à lua nos anos 1960, como ponto de partida para criar uma coleção que brinca com o conceito do fosco e do brilhante. “As peças são futuristas, mas também têm um quê dos anos 1960. As silhuetas se assemelham às formas de foguetes, são alongadas, rígidas e secas, mas com volume nas barras das saias”, contou o designer. Na passarela, vestidos repletos de minipaetês prateados se contrapunham a calças de motocross opacas. As texturas dos tops, que lembravam pedras incrustadas no tecido, eram, na realidade, formadas por paetês costurados em círculos, com elásticos, na parte interna das roupas. Saias mídi ganharam fôlego com fendas até a metade da coxa e, assim como as saias, as camisas também terminavam em babados. Nenhum detalhe das peças, aliás, estava ali por acaso. A textura de alguns tecidos lembrava a superfície da lua, craquelada e branca, “como a imaginamos”, lembra Pombal. As fivelas pesadas dos cintos triplos, que alguns vestidos carregavam, representavam o maquinário necessário para se chegar ao espaço. Atenção especial para os anéis que prendem o dedão e o indicador (lindos!) e que prometem aterrissar nas lojas logo mais.




CORI


Depois de um verão 2012 inspirado no tênis, a Cori buscou outro esporte para esta temporada: o hipismo. “A referência está em detalhes como artefatos de couro nos ombros, que remetem à selaria”, explicou Gisele Nasser, que, ao lado de Andrea Ribeiro, comanda a direção criativa da marca. Na passarela, o que se viu foi uma mais mulher sensual e feminina. A coleção veio recheada de saias-lápis, fendas e decotes profundos. O mix de materiais e texturas estava bem rico. Tressês miúdos e couro quadriculado ou navalhado formavam blusas, vestidos e casacos interessantes. Algumas das peças de musseline foram feltradas à mão. As calças vieram em shape cenoura. “Demos muita importância também aos acessórios”, diz Gisele. As bolsas, estruturadas, chamaram atenção – podem ser carregadas pela alça ou por um bastão de metal. As botas fugiram do padrão dos cavaleiros: médias, com salto, bico fino e muitos fechos. Na cartela de cores, conhaque, preto, marrom, verde e bege.




OSKLEN

Oskar Metsavaht levou um manifesto para a passarela de sua Osklen nesta temporada. Ele, que em 2011 foi nomeado embaixador da Boa Vontade da Unesco, aceitou a proposta da organização para refletir a respeito da Agenda 21 – documento que ressalta a importância do estudo sobre as questões socioambientais. Por isso, em sua passarela surgiram os guardiões da Terra, que vieram munidos de peças produzidas com tecidos orgânicos, como a seda ecológica e com tingimentos à base de vegetais.

A silhueta se alternou entre volumosa e ajustada, mas sempre com equilíbrio nas proporções. A sobreposição veio com força, assim como a impactante cartela de cores, pontuada por tons de vermelho-tomate, azul Klein e verde. A cor, aliás, deu vida à estampa militar em nova versão: sai o camuflado tradicional, entra o grafismo. Lã e neoprene são materiais importantes dentro da coleção, que trouxe ainda muitos bolsos, zíperes e transparências estratégicas. Destaque para os spikes localizados nos tênis flatforms.





(Fonte e Texto: ELLE Brasil)


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