Confira o que rolou no 5º dia de desfies da SPFW Outono/Inverno 2012

12:35 Victor Collares 0 Comments

Chegamos ao penúltimo dia da SPFW e os desfiles estão cada dia mais surpreendentes. Glória Coelho, Maria Bonita, Uma por Raquel Davidowicz, João Pimenta e Lino Villaventura mostraram suas apostas, houve muito vermelho, pegadas mais dark e couro dentre outras. Confira abaixo os desfiles do 5º dia de SPFW:


GLÓRIA COELHO

O material de divulgação da coleção de inverno 2012 de Gloria Coelho já avisava que suas inspirações eram os “anos 1930, 1950, 1960, 2012” aliados à “leveza, transparência, sincronicidade, velocidade, improviso”. A bem da verdade, independentemente do que esteja escrito ali (já foi Pokemón, X-Men, extraterrestres, entre outras loucurinhas), a estilista faz o que bem entender, e faz bem. Na passarela, vimos algumas de suas marcas registradas, como o trabalho com couro, as peças mais soltas do corpo, os ombros destacados e arredondados. Tudo isso, aliado a uma nova proposta, mais feminina, mais leve. Os casacos vieram superacinturados e, seguindo a tendência da temporada, ricos em mistura de tecidos. Babados godês apareceram nas costas de casaquetos e nas barras dos vestidos. Gloria também brincou com transparências, revelando pele em jogos de sobreposição. A temperatura subiu com o microshorts (pequeniníssimo mesmo!) que cruzou a passarela. Para fazer contraponto, golas fechadas evocaram um charme boyish. A cartela de cores apagada – gelo, bege, off-white, branco, camelo, preto – ganhou inesperados pontos de luz com os forros coloridos em laranja, azul piscina, verde limão. Ao fim, uma surpresa: Gloria mostrou longos de tule com aplicações de pedras.




MARIA BONITA

Danielle Jensen, estilista da Maria Bonita, resolveu recriar uma expedição ao norte do Brasil em desfile de inverno. Peças com formas retas em cores terrosas compunham a coleção, que ressaltava a mistura de materiais. Os acessórios mereceram grande destaque. “Detalhamos neles as formas da região Norte”, explicou a designer. Os chapéus foram feitos com fios sintéticos trançados, imitando as tramas da cestaria típica do Pará. Os sapatos, mais masculinos, surgiram com saltos finos e baixos. As bolsas ganharam formas inusitadas, como as de um peixe. Entremeados nos vestidos e nos casacos compridos, os cintos deram formas mais femininas aos looks, que muitas vezes traziam paisagens inteiras desenhadas no tecido.

O vídeo com o desfile da Maria Bonita ainda não liberado para ser postado, você pode conferir direto no site da revista ELLE Brasil clicando aqui! Assim que o vídeo for liberado, o post será atualizado!

UMA POR RAQUEL DAVIDOWICZ

A UMA por Raquel Davidowicz retornou ao SPFW – depois de um break de dois anos – com um inverno 2012 que é o mais puro DNA da marca. Na passarela, uma coleção “minimal esportiva”, como a estilista gosta de definir, com pitadas de androginia e muita alfaiataria. As peças têm uma pegada ultraconfortável. Vestidos soltos são combinados a cardigãs mais pesados ou tricôs trabalhados. Entre os materiais, um couro falso amassado chamou atenção, além de uma camurça finíssima, chamada de microsuede, e o cupra, tecido japonês de textura suave. Interessante o macacão, feito para parecer um vestido longo. Raquel também trabalhou nervuras nas peças e nas botinhas de cano baixo, bem boyish. O metal, tendência fortíssima da estação, estava lá: nos fios das malhas de algodão e na tinta do tricô estonado. ELLE adorou as mulheres reais na passarela da UMA. A artista Vera Salas, a executiva Cris Huntel, a diretora Denise Stoklos e a apresentadora e DJ Lara Gerin foram convidadas por Raquel para mostrar que, nas palavras da estilista, a grife faz “roupas de verdade, para todo tipo de pessoa”.




JOÃO PIMENTA

João Pimenta elegeu uma estética nada simples para sua apresentação de inverno 2012: o movimento literário steampunk, subgênero da ficção científica que resgata elementos do século 19. Já trabalhada em outras áreas artísticas, como a pintura, chegou a hora da estética influenciar também a moda, e nas mãos do estilista o resultado foi impressionante. As peças misturavam diferentes fios, como viscose, seda, algodão e poliamida, criando looks com aspecto antigo e ao mesmo tempo elegante. Os elementos do século 19 apareceram em golas, caudas, saias e volumes extras na cintura, tudo com um toque ultradark graças ao preto e o marrom. “Peguei o shape das mulheres da época e trouxe para os homens”, explicou o estilista. As formas priorizavam itens mais esguios, apesar de algumas calças ganharem volumes nos quadris. Os tricôs foram destaque na passarela e apareceram em paletós, coletes e sobretudos. Brincando com o tradicional costume masculino, os itens ganharam detalhes como lapelas exageradas e ricos bordados. Os homens mascarados representam o personagem eleito para personificar a coleção. “Os médicos que cuidavam de leprosos no século 17 tinham um uniforme muito específico, com uma máscara de pássaro. Usavam roupas grandes e todos andavam de preto”, contou Pimenta.




LINO VILLAVENTURA

Uma modelo sentada teatralmente, usando um volumoso vestido preto em camadas, abriu o desfile de Lino Villaventura. Sem seguir tendências e criando silhuetas difusas temporada após temporada, o estilista, como de costume, desenvolveu sua coleção com tecidos nobres como tafetá de seda pura, organza e gaze de seda. “É um inverno exuberante, com muito volume. O forte desta coleção são as modelagens e o trabalho de moulage”, explicou ele. Vestidos longos ricamente bordados cruzaram a passarela ao lado de cocktail dresses de tule e veludo. Materiais como jersey emborrachado, silk dourado e fios metalizados apareceram em diversos looks. Na cartela de cores, preto, nude, vermelho e ocre.




(Fonte e Texto: ELLE Brasil)

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