Meu amor por Tap e Flap, minhas botas da sorte!

22:18 Victor Collares 0 Comments

A gente sempre tem um amor na nossa vida, pode ser uma pessoa, um animal, um livro, um cd, uma flor, e é sempre algo que está com a gente nos melhores momentos, está com a gente sempre que precisamos e sem falar da vibe positiva que esse amor nos dá! No meu caso, não falo de uma pessoa ou um livro, nem de um animal de estimação ou de um cd, mas sim de uma bota, que já passou comigo por todos os momentos mais doidos que um ser humano poderia ter passado. 


Bem, certo dia em janeiro de 2012, eu estava vasculhando o site de uma grife brazua a procura de uma jaqueta que eu tinha visto o Zac Efron usar nas fotos da campanha da marca e que eu havia ficado apaixonado, procurei, encontrei e no fim das contas comprei. Nossa, fiquei muito feliz e tudo, até minha mãe mandou eu parar de gritar na sala por ter conseguido comprar a jaqueta, parece até doideira de viciadinho em moda, mas nem é. 

Mas eu sou do tipo que mesmo depois de comprar passa um tempo no site da marca pra poder ver tendências e as opções de produtos para uma próxima compra. E foi nessa pesquisa boba que eu me deparei com uma bota que a marca chamava de Bryan! Não sei ao certo como definir mas eu fiquei em transe quando vi aquele calçado totalmente perfeito diante dos meus olhos. Foi uma coisa meio “4 amigas e um jeans viajante” e o fascínio delas pela peça! 

Não eu não resisti e comprei, paguei e 1 mês depois (e depois de muita reclamação por que houve muito problema na entrega. aff) eis que recebi, abri a embalagem e calcei. Foi algo magico e lembro que de tão feliz escutei sinos tocando musica angélicas, parecia ate cena de filme da Disney! Aquela bota de couro marrom coube perfeitamente, e eu não poderia etar mais feliz.

Como curiosidade, saibam que minhas botas têm nome, apelidadas pela minha mãe de “Tap e Flap”, em homenagem as botas personagens do Castelo Rá-Tim-Bum. Eu lembro da primeira vez que as usei, eu estava indo ao lançamento da coleção de uma loja aqui no RJ e o dia estava meio nublado, eu até fiquei com a dúvida se ia com elas ou não mas eu estava com uma roupa que pedia ai não tive como deixa-las em casa. Sai de casa e corri para a estação de metrô que me deixava perto da loja, só que a boa e velha “Lei de Murphy” apareceu e começou a cair um pé d’água daqueles que até as cuecas ficam molhadas antes mesmo de eu terminar o segundo quarteirão, corri para baixo de uma marquise e fiquei lá esperando algum taxi vazio passar pra que eu pudesse entrar e ir até a loja. Foi nessa hora que eu reparei que um menino também estava parado na marquise, ao meu lado, por conta da chuva. 

Não vou mentir que achei ele interessante mas naquela hora eu estava mais preocupado com a minha bota que em saber qualquer coisa sobre ele, porém, na hora que lembrei que tinha na mochila um guarda-chuva pensei alto “Caralho esqueci dessa merda”, então ele olhou e riu e disse “Sempre esqueço também”. Olhei meio “Quem te perguntou alguma coisa” mas quando eu vi que ele estava rindo mesmo e com vontade, eu comecei a rir também e disse que odiava chuva e que me recusava a ir p festa todo molhado! Até ai tudo bem não fosse o fato de ele perguntar onde era a festa, eu responder e ele dizer que estava indo para o mesmo evento. No começo eu gelei e minha espinha começou a trincar do coxi ao pescoço e eu so consegui falar um “Ah maneiro pô”. 

Bom como ainda chovia e os tais estavam lotados ele propôs racharmos um taxi até Ipanema, Ligamos pra cooperativa (Ainda não existia EasyTaxi) e fomos entrei primeiro no carro e em seguida ele entrou, olhou minha bota e disse “Surreal, eu amei sua bota! Onde comprou?”. Para resumir o papo do taxi, essa pergunta me rendeu um beijo no carro, a chuva parar no meio do caminho, o telefone dele e quase 3 meses de namoro. Hoje o Caio está fazendo intercambio em Barcelona, e deve ficar por lá mesmo. Até hoje quando conseguimos nos falar ele pede emprestado a bota e eu digo que elas jamais serão calçadas por outro que não seja eu! Foi a primeira de muitas sortes que Tap e Flap me deram. Rs

Um tempo depois eu lembro que estava terminando uma montagem de uma loja que inaugurei para um grande Fast-Fashion brasileira, já no final de um ano bem cheio de montagens e cansativo. Eu havia sido chamado para trabalhar em uma outra empresa e no dia da entrevista lembro que fui calçando a bota. Nossa eu fiquei mais confiante e seguro na hora de me apresentar, foi incrível, foi magico e dias depois no dia da inauguração, eu estava calçando a mesma bota, com uma camiseta lenço, um cardigan e uma saruel xadrez. 

No meio da inauguração da loja recém montada, eu recebi uma ligação de que tinha sido escolhido para fazer parte da equipe dessa empresa e fiquei muito feliz, contei pra minha melhor amiga e ela mandou um “Tap e Flap dão sorte mesmo hein!”, e mais uma vez a minha bota me de sorte. =D

Tap e Flap, meu par de botas de couro, na cor marrom de tamanho 44. Minha fiel escudeira, acho que não consigo mais ver minha vida sem ela, são momentos lindos e de felicidade estrema, parece um amuleto, parece um talismã, parece algo enviado pelos deuses para me proteger. Sei lá, mas acho que cada um recebe uma benção na forma que o destino quer, seja um sinal nas nuvens, seja um grande carvalho frente à sua casa, seja um pingente ou mesmo uma bota. Ai eu e minhas superstições...

Eu tinha vontade de contar tantas coisas sobre minha vida com essa bota, que é meu verdadeiro amor, mas eu acho que já estamos com um texto muito grande e não quero que vocês fiquem cansados de ler, afinal, em tempos corridos como os que vivemos hoje, tempo é raro até mesmo para uma boa leitura! 

Ah escrever esse texto me lembrou que preciso levar Tap e Flap para tomar um banho de graxa ali no centro do Rio na rua do Carmo! Vou cair na cama agora mais cedo para chegar no centro antes que os executivos lotem os engraxates! Fui!!!!!!


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